Há verdades que não se deseja ver,
mas, olhá-las de frente é fundamental
para um posicionamento adequado diante da vida.
Uma delas diz que no trabalho todos somos peças
substituíveis. Vale dizer: a empresa sobreviverá
e viverá bem sem nós. Uma eventual
falência com a saída de alguém
não quer dizer que aquela pessoa era peça
insubstituível, mas sim que a estrutura era
incompetente. As pessoas, principalmente a partir
do momento em que começam a evoluir em seus
cargos, galgando posições mais altas,
vão adquirindo a ilusão de que são
especiais. Quem trabalha com assessoria em transição
de carreira cansa-se de deparar-se com demitidos
que têm dificuldade em "cortar o cordão
umbilical" com seus ex-empregadores e que acham
que mais cedo ou mais tarde as empresas virão
novamente bater às suas portas pedindo para
voltarem.
Os males de julgar-se insubstituível:
• Assumir posturas auto-suficientes e arrogantes;
• Assumir exagerada auto-confiança
que induz a erros;
• Resistência quando suas idéias
começarem a ser questionadas (pois, evidentemente
o "insubstituível" acha que tem
as melhores idéias);
• Dificuldade de adaptação quando
as coisas mudarem e advier uma demissão,
por exemplo.
O problema é saber isso no coração
e não apenas na mente. Na mente é
moleza admitir que se é peça substituível.
Porém, aceitar emocionalmente essa idéia,
eis a dificuldade. Mas, vale muito a pena buscar
essa aceitação, pois é condição
de melhoria da inteligência emocional.
*José Antônio
Rosa é professor
de pós-graduação em Administração
no Instituto Nacional de
Pós-Graduação, jornalista,
editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos
Humanos.