Você é peça substituível.
 
16 de Agosto de 2005.     
 

Por José Antônio Rosa*

Há verdades que não se deseja ver, mas, olhá-las de frente é fundamental para um posicionamento adequado diante da vida.

Uma delas diz que no trabalho todos somos peças substituíveis. Vale dizer: a empresa sobreviverá e viverá bem sem nós. Uma eventual falência com a saída de alguém não quer dizer que aquela pessoa era peça insubstituível, mas sim que a estrutura era incompetente. As pessoas, principalmente a partir do momento em que começam a evoluir em seus cargos, galgando posições mais altas, vão adquirindo a ilusão de que são especiais. Quem trabalha com assessoria em transição de carreira cansa-se de deparar-se com demitidos que têm dificuldade em "cortar o cordão umbilical" com seus ex-empregadores e que acham que mais cedo ou mais tarde as empresas virão novamente bater às suas portas pedindo para voltarem.

Os males de julgar-se insubstituível:
• Assumir posturas auto-suficientes e arrogantes;
• Assumir exagerada auto-confiança que induz a erros;
• Resistência quando suas idéias começarem a ser questionadas (pois, evidentemente o "insubstituível" acha que tem as melhores idéias);
• Dificuldade de adaptação quando as coisas mudarem e advier uma demissão, por exemplo.

O problema é saber isso no coração e não apenas na mente. Na mente é moleza admitir que se é peça substituível. Porém, aceitar emocionalmente essa idéia, eis a dificuldade. Mas, vale muito a pena buscar essa aceitação, pois é condição de melhoria da inteligência emocional.

*José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de
Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.

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