
Saber se colocar no lugar da outra pessoa, entender
e atender suas necessidades,expectativas,desejos
etc. O egoísmo é um algoz terrível
nas relações.

Ser capaz de conversar com a outra pessoa nos assuntos
que um e outro dominam, sem demonstrar possíveis
descontentamentos com a defasagem dos conhecimentos
da outra parte.

Usar os erros seus e da outra pessoa como oportunidade
e motivação para aprendizagem, não
enfatizando recriminações, rancores
etc. A frase terrível é ‘Eu,
não disse" ......!

Não repetir os mesmo erros, cometer erros,
sim, mas sempre erros novos; vamos ser criativos!

Respeitar o ritmo da outra pessoa; não apressar
demais as ações ou ter expectativas
ideais em relação à velocidade
de reação do outro.

Evitar a ênfase nas diferenças, sempre
dando mais importâncias às igualdades
e concordâncias.

Colocar-se com um prestador incondicional de ajuda,
a qualquer hora sobre qualquer assunto; ouvindo
sempre, antes de propor qualquer solução
ou alternativa.

Comportar-se permanentemente como se estivesse nos
seis primeiros meses da relação; não
esquecer os aniversários, mandar rosas sem
uma razão aparente, dizer "eu te amo"
nos momentos mais inesperados, convidar para tomar
um sorvete às 16 horas, abrir a porta do
carro etc.

Usar sempre a primeira pessoa do plural; o "nós",
antes de qualquer frase, passa um sentido inequívoco
de parceria, projetos/conjuntos etc.

Respeitar a individualidade da outra pessoa; ninguém
é obrigado a gostar de tudo que o outro gosta,
de estar 100% do tempo com o outro etc. Uma relação
não é uma prisão, as pessoas
necessitam aprender que não se está
junto apenas quando se está junto; a "loveability"
implica em querer estar junto quando se está
longe.

Ser proativo no trato de qualquer problema; a melhor
maneira de resolver uma crise é pensar na
sua solução "antes" que
ela aconteça; isto significa também
que um problema não se resolve empurrando-o
com a barriga. Quanto mais cedo ele for colocado
para o outro, maiores serão as chances de
um entendimento e menores os conflitos.

A loveability está muito ligada à
globalização/desconcentração
das relações; quanto mais amigos houver
mais ambos se beneficiarão. Os amigos resolvem,
em parte, aquela síndrome da dependência
total mútua. Nada mais perigoso do que "eu
só tenho a você e só você
serve para mim"; é a chamada dependência
indevida que só empobrece a relação
e aumenta perigosamente as expectativas de um em
relação ao outro.

A coerência é outra característica
da "loveability"; dizer o que se pensa
e sente é fundamental para construção
de uma relação de confiança
total; o grande perigo é a chamada "mentira
piedosa".

Cumprir prazos, promessas é também
fundamental para reforço da dimensão
confiança; nenhuma relação
subsiste por muito tempo se não se cumprir
o prometido.(por menor que seja sua importância)

Dividir informações é outra
postura fundamental; não interessa muito
se a informação que você tem
é relevante ou interessante para o outro,
o que importa é contá-la para o outro.
Aqui entra o conceito de sinergia, quando a adição
de duas informações/conhecimentos
resulta num produto maior que soma das parcelas
individuais.

Gostar de gente, especialmente de si mesmo, é
outro aspecto fundamental; imaginemos como é
possível gostar ou ser gostado por alguém
se não gostamos de nós mesmos.

A "loveability" também se caracteriza
pelo saber escolher o momento e a forma para dar
boas e más notícias. A escolha do
melhor momento tem a ver com a existência
de poucas pressões naquela hora, no começo
do dia, por exemplo; o relógio biológico
da pessoa deve ser considerado. A forma diz respeito
às características/estilo da outra
pessoa, falar de maneira mais objetiva ou desbordar,
usar mais ou menos tempo, colocar o problema como
seu, enfatizar benefícios relativos a cumprimento
de uma meta, maior segurança, melhor relacionamento,
são algumas alternativas.

Não ter medo de errar, assumir riscos, ser
pouco fiel aos dogmas, errar por ação
e não por omissão, completam o conjunto
de características da "loveability";
só se consegue algo melhor se acreditarmos
que este algo ainda está por vir, se saímos
de nossa ‘zona de conforto" e partimos
para a busca da mudança.
A meta é compatibilizar a Saúde profissional
e Afetiva.