Liderança sem falhas humanas
 
07 de Novembro de 2006.     
 


Por Lucia Mendana



O êxito do feedback entre líderes e equipes está vinculado ao aproveitamento máximo do potencial humano. Isso significa profissionais aplicando os recursos do próprio potencial, em forma de talentos, conduzidos por uma liderança livre de preconceitos, com base em respeito, justiça, sinceridade, empenho e amor ao que se faz.

Estamos falando aqui de líderes conscientes de que o verdadeiro êxito não pode existir sem felicidade. Então, é preciso liderar, conjugando razão e emoção, motivando os talentos do aspecto profissional, em paralelo aos sentimentos positivos, contidos no aspecto pessoal. O que temos aqui? Líderes humanizando a sua comunicação com os funcionários, servindo de modelos para que todos humanizem o próprio processo de pensar, sentir, falar e agir. Como pessoas e como profissionais. Só assim, as empresas podem ter o indivíduo profissional certo na função certa, o que resulta na verdadeira troca. Isto é, na doação espontânea de conhecimento e experiência, em forma de talentos e habilidades. Apenas isso significa retorno em termos de qualidade, produtividade e lucratividade.

No entanto, nem todos que exercem liderança estão conscientes disso. Então, não investem no potencial dos profissionais como deveriam. Afinal, os líderes também atuam condicionados a cometer e repetir falhas em maior ou menor gravidade. Alguns resistem, inclusive, a reconhecer os próprios erros. Até mesmo, os de avaliação. Então, não estimulam conceitos essenciais, que motivam a expressão dos talentos. Resultados: os profissionais banalizam e negligenciam, ainda mais, as suas capacidades. O desempenho individual e o da empresa, por sua vez, ficam comprometidos.

A solução? A elevação do nível de consciência individual, envolvendo a humanização da comunicação, o que inclui mudanças profundas na linguagem do poder. Aí, sim, os que exercem cargos de chefia ou liderança vão estar prontos a aplicar conscientização diferenciada, que fuja aos padrões adotados até então, e que vêm sendo banalizados.

Essa tarefa de promover transformações essenciais ao crescimento interior representa, sem dúvida, o maior desafio desta Era do Conhecimento. Ela exige a determinação de ficar frente a frente consigo mesmo, para detectar as próprias deficiências ou falhas; e, inclusive a decisão de transformar, com sabedoria, erros em acertos.


O NOVO PROFISSIONAL

O momento exige a arte de pensar e falar, com eficácia, e ações inovadoras respaldadas em capacidades e valores, tais como: determinação, percepção, discernimento, clareza de intenções, concentração, verdade e lealdade. Cada potencial humano, portanto, passa a ser devidamente valorizado, aproveitado na sua plenitude, para que os profissionais possam expressar talentos, de modo diferenciado, frente ao novo processo produtivo. Afinal, todos são líderes em potencial, no comando das situações de sua própria vida, o que, por si só, representa um aprendizado natural sobre liderança.

A função do líder, portanto, é a de adaptar os profissionais ao perfil do momento, conscientes das mudanças que envolvem a própria tarefa de liderar. Eis porque o êxito da verdadeira liderança exige um estado de consciência que permita a cada líder reconhecer: a gravidade da questão falhas humanas nas empresas; a sua própria tendência a cometer e repetir erros; e a urgência de neutralizar esse tipo de tendência negativa, expressando os aspectos positivos do seu potencial.


Os líderes devem também:

* humanizar a sua forma de comunicação, levando cada funcionário a se redescobrir, acima de tudo, como pessoa dotada de capacidades e valores que, somados à experiência e ao conhecimento, adquiridos ao longo do tempo, levam ao êxito do desempenho profissional;
* atuar em sintonia com a percepção em qualquer circunstância;
* apostar alto nas capacidades de inovar, e imaginar, sem limites;
* usar sabedoria e propósitos elevados, para decidir pelo bem dos envolvidos, com autoridade e poder na medida certa, sem atitudes de "autoritarismo" ou "imposições", que resultam do "medo de perder a autoridade";
* atuar como doadores de conhecimento e experiência, conscientes de que cada um pode fazer o mesmo, já que todos estão em seu caminho de evolução, e têm algo a dizer e a ensinar sempre;
* dominar as capacidades de pensar e falar, emitindo mensagens verdadeiras, que fujam ao convencional, a ponto de surpreender e sensibilizar;
* motivar, enfim, a comunicação eficaz de cada profissional com o seu potencial, o que permite a expressão dos talentos individuais, em forma de palavras ou ações, e é determinante para o êxito da comunicação organizacional.

Desse modo, os profissionais vão atuar plenamente consciente dos seus papéis e, inclusive, das questões que envolvem Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Saúde.

Teremos, então, o feedback ideal na comunicação entre líderes e equipes, aquele que valoriza o processo individual de pensar, sentir, falar e agir com qualidade. Isso vale para supervisores, gerentes, subgerentes, profissionais de RH, em empresas de todos os segmentos. Incluindo as prestadoras de serviços básicos, que precisam mudar, urgentemente, a forma de comunicação com o seu público, feita, em geral, de modo precário pelo pessoal do SAC.

O momento exige melhorias contínuas, que incluem uniformidade de informações, integração das equipes de trabalho, conhecimento total sobre produtos e serviços, maleabilidade nas negociações. Até porque as pessoas, hoje, estão mais atentas e exigentes.

Cabe aos profissionais, líderes ou não, portanto, atuar, em sintonia com os objetivos de cada empresa, buscando a tão negligenciada perfeição contida no seu potencial. Isto é, a sua própria excelência, sem perder de vista a humanização.





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