Ação estratégica começa na seleção

 
31 de Setembro de 2008
 


Quando se fala em RH estratégico, é indispensável ter consciência de que a atuação da área é muito ampla e inicia desde o momento da captação e contratação de talentos e que ter ciência de que entender do negócio não se restringe apenas a sentir, ver aquele momento que a organização vivencia. É fundamental levantar os possíveis fatores que vão interferir no negócio, ou seja, é indispensável: olhar para o passado para não cometer erros já ocorridos; olhar para o presente para detectar pontos fortes e fracos da gestão que precisam ser melhorados e, por fim, antever, abrir um leque de possibilidades que poderá envolver a organização em curto, médio ou longo prazo.
E quando uma área de RH Estratégico é chamada para realizar uma contratação que aumentará o quadro funcional em 23%, um número que corresponde a 700 profissionais em um período de um ano? É um grande desafio, sem dúvida alguma, mas que para um profissional de Recursos Humanos significa aprimoramento e conquistas de novas competências, sejam técnicas ou comportamentais. É hora de arregaçar as “mangas” e mostrar que a área tem muito a contribuir para o desenvolvimento da empresa. É exatamente isso que está acontecendo na GPTI S.A – organização provedora de soluções de Tecnologia de Informação.

Essa contratação de número significativo está alinhada com as diretrizes de negócios da companhia para este ano e tem o objetivo de ampliar o quadro de colaboradores nas práticas de Gestão de Ambientes e Infra-Estrutura de TI, Processos de Negócios e de TI, Treinamento, Práticas Integradas (ITO e BPO) e, principalmente, Desenvolvimento de Sistemas e Aplicativos. A empresa é 100% nacional e conta com três mil profissionais. Possui forte atuação em todo o território nacional, além da Europa e dos Estados Unidos.

Segundo Carmem Barbieri, gerente de RH da GPTI, atualmente a organização encontra-se em um processo de expansão de novos negócios e reposicionamento no mercado. “Somos uma das primeiras empresas do segmento de TI a ter 100% de seus colaboradores em regime CLT, o que é uma mudança cultural significativa para o setor”, salienta, ao acrescentar que para realizar o processo de R&S a área de Recursos Humanos não trabalhará sozinha, uma vez que contará com o apoio de uma equipe interna especializada no segmento de tecnologia da Informação e já há algum tempo a companhia tem se preparado para esse momento.

Essa equipe, por sua vez, foi divididas em células direcionadas ao atendimento da áreas da GPTI – desenvolvimento de sistemas, gestão de ambientes e infra-estrutura de TI, aplicativos, processos de negócios e de TI, práticas integradas e treinamento. Além disso, existe uma forte parceria com os gestores dessas áreas, o que possibilita uma avaliação psicológica e técnica mais precisa dos profissionais que serão contratados. Ou seja, a área de RH trabalhará estrategicamente com outros colaboradores que têm muito a acrescentar ao processo.
Para encontrar candidatos que atendam as expectativas da organização, a GPTI utiliza a rede de relacionamento interna e externa. A divulgação das vagas também ocorre junto aos colaboradores e aos gestores, que também participam indicando candidatos. “Da mesma maneira ocorre com nossos clientes. Também divulgamos na mídia e em sites especializados”, complementa Carmem Barbieri.

Na visão da organização, para se identificar verdadeiros talentos é preciso detectar e atrair profissionais dentro do solicitado, já que a empresa trabalha com perfis específicos. Contudo, um dos pontos fundamentais é lidar com a mudança cultural que envolve a contratação em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para esses trabalhadores. Por essa razão, a GPTI sempre destaca as vantagens de um vínculo empregatício de longo prazo, que permite a valorização dos profissionais através de planos de desenvolvimento e de carreira que são oferecidos pela companhia.

Ao ser questionada sobre os cuidados que a área de Recursos Humanos deve adotar, ao promover um processo seletivo com tantas contrações, a gerente de RH diz que em primeiro lugar, a equipe de seleção precisa estar alinhada ao negócio da empresa, isto é, os selecionadores devem entender que a contratação de cada profissional corresponderá ao atendimento da necessidade de um cliente da organização. “No nosso caso, outro cuidado que temamos é o de não deixar o processo seletivo cair em descrédito. Devemos demonstrar comprometimento com a qualidade dos profissionais selecionados e não apenas com a quantidade”, enfatiza, ao citar que para a empresa procura profissionais dinâmicos, comprometidos e, principalmente, atualizados com as novas tecnologias do mercado e que estejam em busca de desafios e oportunidades de crescimento.


Etapas da seleção gigante – Mesmo sendo uma seleção que visa a contração de muitos profissionais, a área de RH da GPTI faz questão de não pular qualquer etapa do processo. Dentre as fases desse trabalho, encontram-se:
* Entrevista com o profissional de Recursos Humanos. Em todos os casos são avaliadas as competências, a experiência e a aderência ao perfil desejado.

* Realização de dinâmicas de grupo com participação dos gestores e a aplicação de exercício situacional que se torna um complemento fundamental para avaliação das competências em situações próximas à realidade que profissional encontrará no ambiente organizacional.

* Análise das referências de mercado.

* Realização de testes técnicos e também comportamentais, que serve para a avaliação das exigências técnicas do perfil.

* Entrevista técnica com gestor, onde é feita uma avaliação da experiência e do conhecimento técnico que o profissional traz consigo. Para todos os casos essa fase é realizada.

* Avaliação do Idioma Inglês, sob demanda.

De acordo com Carmem Barbieri, hoje, além das competências técnicas tornou-se fundamental avaliar o lado comportamental dos profissionais que serão contratados, uma vez que por ser uma empresa de serviços, as pessoas são o diferencial e precisam estar alinhadas com os valores e preparadas para atuar diretamente com o cliente. “Estamos protagonizando uma mudança no segmento de TI e o a estrutura do regime CLT precisa fazer parte de nossa identidade cultural”, sintetiza.

No processo de R&S, por exemplo, as competências comportamentais mais valorizadas na GPTI são:


Inovação - um diferencial, pois nesse ramo de atuação a empresa precisa buscar soluções no que existir de mais inovador no mundo na área de TI.


Iniciativa e pró-atividade – competências muito necessárias no entendimento e atendimento preciso da demanda do cliente.


Colaboração e trabalho em equipe – fundamentais, uma vez que visam resolver em conjunto as demandas mais desafiadoras e buscar soluções que surpreendam os clientes mais exigentes.
Vale destacar que das 700 vagas oferecidas, 120 serão preenchidas por trainees, que fazem parte de um programa em que a organização investe na capacitação de profissionais formados recentemente e tenham experiência em alguns processos. Após a formação em um aplicativo, os trainees têm o acompanhamento de um tutor para que aprendam a aplicar os conhecimentos adquiridos e recebam um treinamento prático.
Carmem Barbiere comenta que como o mercado de TI está em expansão, necessita profissionais qualificados para atender às expectativas da empresa. “Por isso, estamos investindo e continuaremos formando profissionais que são contratados em regime CLT desde o início do programa”, conclui, ao lembrar todos os profissionais - que participam da seleção – recebem feedback. “Acreditamos que os profissionais devem ter uma resposta sobre o seu não aproveitamento naquele processo, já que seu currículo permanece em nosso banco de dados para futuras oportunidades”, finaliza.


Patrícia Bispo
Jornalista responsável pelo conteúdo da comunidade virtual RH.com.br.

 
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